Sanidade da Bananicultura

A cultura da bananeira, principal fruteira cultivada no Estado, é uma espécie que se adequa aos vários estratos de produtores e tem grande importância econômica e social no estado do Acre, pois para muitos agricultores familiares representa a única fonte de renda mensal. Entre as pragas de maior importância para a cultura no estado do Acre destacam-se o moko da bananeira, mal-do-panamá e sigatoka negra.

 O moko da bananeira é causado pela bactéria Ralstonia solanacearum raça 2, doença de alta importância econômica, pois causa o apodrecimento de frutos, a morte da planta e a impossibilidade de produzir banana na área por até dois anos. É uma praga quarentenária presente que se encontra disseminada nos estados Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia e Roraima e em focos isolados em Alagoas e Sergipe. Em setembro de 2025 foi confirmado o primeiro caso de moko no município de Rodrigues Alves, o qual encontra-se sob controle oficial.

O mal-do-panamá ou fusariose é uma doença vascular que apresenta como principal sintoma externo o amarelecimento das folhas mais velhas para as mais novas com posterior seca e quebra do pecíolo e consequente morte da planta. É causada pelo fungo de solo Fusarium oxysporum f.sp. cubense (E.F. Smith) e atualmente três raças deste são conhecidas por serem patogênicas em bananeira (raças 1, 2 e 4), destas merece maior atenção a raça 1, amplamente disseminada no Brasil e que afeta as cultivares Gros Michel, Maçã e Prata, entre outras, e a raça 4 tropical, ainda não presente no país e que infecta todas as cultivares de banana existentes atualmente. Vale ressaltar que como o patógeno pode sobreviver no solo por até 30 anos mesmo sem hospedeiros na área, uma vez presente, a raça 4 impossibilita o plantio de banana.

           A sigatoka negra, causada pelo fungo Mycosphaerella fijiensis, é uma doença amplamente disseminada no país. No Acre, há registro da praga quarentenária em todos os municípios. Apesar de ser bastante prejudicial à cultura da banana por ocasionar a seca das folhas e a consequente redução da produtividade, já é possível produzir de forma satisfatória adotando-se técnicas que permitem o bom desenvolvimento da cultura mesmo na presença do fungo, destacando-se a retirada das folhas secas, a aplicação de fungicida na axila da segunda folha, eliminação de perfilhos, entre outras.

Legislação específica:

Instrução Normativa SDA/MAPA 17/2009 – Moko da bananeira (Ralstonia solanacearum raça 2)

Instrução Normativa SDA/MAPA nº 17 de 31 de Maio de 2005 – Aprova os procedimentos para a caracterização, implantação e manutenção de área livre da Sigatoka Negra e os procedimentos para implantação e manutenção do Sistema de Mitigação de Risco para Sigatoka Negra – Mycosphaerella fijiensis (Morelet) Deighton.

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